- Suécia (85%)
- Vietnã (81%)
- Dinamarca (80%)
- Noruega (72%)
- Japão (65%)
- República Tcheca (61%)
- Finlândia (60%)
- França (54%)
- Coréia do Sul (52%)
- Estônia (49%)
- Alemanha (49%)
- Rússia (48%)
- Hungria (46%)
- Holanda (44%)
- Inglaterra (44%)
Na Suécia, cerca de 85% da população não tem nenhuma crença ou não acredita na existência de Deus. Isso equivale a cerca de 7,6 milhões de pessoas. Coincidentemente (ou não), a Suécia possui um dos melhores índices de qualidade de vida do mundo - assim como Dinamarca, Noruega, Japão e Finlândia (respectivamente terceiro, quarto, quinto e sétimo colocados no ranking acima). Por um lado, verifica-se que o Vietnã, segundo colocado no ranking, fica fora do padrão anteriormente citado. No entanto, é importante observar que lá o budismo e o taoísmo são considerados como tradições e não crenças.
| Países da Europa por IDH |
É possível notar que grande parte desses países adotam a política do bem-estar social, com ênfase nos Estados Escandinavos, nos quais grande parte do PIB (Produto Interno Bruto) é investido no 'bem-estar' da população, envolvendo setores como a educação pública, saúde e a segurança social. Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia investem, respectivamente, 38,2%, 37,9%, 33,2% e 32,3% de seus PIBs em tais áreas.
Vale ressaltar que tal relação nem sempre é eficaz, uma vez que países como Portugal e Grécia direcionam uma boa parte de seus PIBs à esses setores mas não estão presentes entre os primeiros colocados dos rankings que indicam a qualidade de vida, ao contrário das nações citadas anteriormente.
Abaixo, um mapa do mundo indicando os países mais religiosos, no qual é possível verificar que grande parte dos países extremamente religiosos são sub-desenvolvidos e de extrema pobreza. No entanto, é importante deixar claro que essa NÃO É UMA LIGAÇÃO DIRETA. Isso é, a exemplo da Itália, da Irlanda e de Portugal, países que possuem uma boa qualidade de vida e que são bastante religiosos, é fundamental levar em conta os processos ocorridos ao longo da história de cada país. No caso dos países islâmicos leva-se em conta o fundamentalismo enraizado na cultura islâmica mais do que em qualquer outra, o que nos leva à grande quantidade de religiosos em tais lugares também. Religiosidade não é sinônimo de subdesenvolvimento; o mesmo ocorre na situação inversa.
Portanto, conclui-se que há, de certa forma, uma possível (portanto, não obrigatória) relação entre o DESENVOLVIMENTO e a RELIGIOSIDADE, ao passo que é imprescindível levar em conta os processos histórico-sociais de cada Estado e cada cultura. Afinal, a exemplo disso, as heranças culturais germânicas de contestação da Igreja Católica contribuíram de forma crucial para a formação de tais características hoje presentes nos Estados de origem germânica de baixa religiosidade.