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sábado, 24 de novembro de 2012

Miguel Nicolelis


Miguel Angelo Laporta Nicolelis (São Paulo, 7 de março de 1961) é um médico e cientista brasileiro. É filho da escritora Giselda Laporta Nicolelis. Foi considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo no começo da década passada, segundo a revista "Scientific American". Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Nicolelis é o primeiro cientista a receber da instituição americana no mesmo ano o Pioneer e o Transformative R01 e o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science.
Lidera um grupo de pesquisadores da área de Neurociência da Universidade Duke (Durham, Estados Unidos), no campo de fisiologia de órgãos e sistemas, na tentativa de integrar o cérebro humano com máquinas (neuropróteses ou interfaces cérebro-máquina). O objetivo das pesquisas é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Nicolelis e sua equipe foram responsáveis pela descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais. O trabalho está na lista doInstituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sobre as tecnologias que vão mudar o mundo.
Nicolelis formou-se em Medicina na Universidade de São Paulo (USP). Na mesma instituição, cursou o doutorado em Fisiologia Geral, onde sofreu grande influência de César Timo-Iaria. O pós-doutorado foi realizado no Hospital Universitário Hahnemann (associado ao Drexel University College of Medicine) (na Filadélfia). Professor titular de Neurobiologia e Engenharia Biomédica e co-diretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University.
Nicolelis também concebeu e lidera o projeto do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, na capital do Rio Grande do Norte. Em Natal, uma das linhas de pesquisa de Nicolelis visa caracterizar a resposta tecidual ao implante dos mesmos eletrodos utilizados nas pesquisas que são desenvolvidas em seu laboratório na Universidade Duke. Os primeiros resultados desta linha de pesquisa receberam destaque internacional ao serem divulgados na prestigiosa revista PLoS ONE, trabalho este totalmente desenvolvido no Brasil.


“Miguel Nicolelis não precisa ser reconhecido por mais ninguém – e nem ganhar o Nobel no qual é listado como eterno candidato – para provar que é o cientista brasileiro mais importante hoje. O paulistano da Bela Vista ganhou no ano passado um prêmio de mais de US$ 2.5 milhões (R$ 4.4 milhões) dos Institutos Nacionais de Saúde  dos EUA (NIH, na sigla em inglês) que, distribuído ao longo de cinco anos, financiará sua pesquisa sobre fusão entre homens e maquinas, cujos resultados vêm desenvolvendo a esperança para tetraplégicos e pacientes de Parkinson. Há mais de vinte anos á frente de um laboratório na Universidade Duke , o neurocientista(...) se prepara para finalizar seus dois maiores projetos na vida: a construção de um polo de ciência em Macaíba, Natal, e a finalização de uma veste robótica que poderá fazer que tetraplégico voltem a andar, usando só a força do pensamento. ‘É o que quero fazer com um adolescente brasileiro paralisado na abertura da Copa do Mundo de 2014. Não me interesso por prêmios.Esse sim é o meu maior sonho.Se tudo der certo, esse menino dará o pontapé inicial’, promete”

(Estadão.com.br.htm, 1º .05.2011)

Miguel Nicolelis





quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Torturas utilizadas na ditadura militar brasileira



Mais de cem diferentes métodos de tortura, usados nos “anos de chumbo”, foram identificados por registros deixados pelos militares.  Eles usavam a agressão como um meio de retirar informações -principalmente- de pessoas envolvidas na luta armada. "Os relatos indicam que os suplícios eram duradouros. Prolongavam-se por horas, eram praticados por diversas pessoas e se repetiam por dias," afirma a juíza Kenarik Boujikain Felippe, da Associação Juízes para a Democracia, em São Paulo.

Foram mais de 200 mortos e 100 desaparecidos durante a ditadura militar, porem nenhum dos acusados de torturar presos foram punidos, pois o congresso assinou a Lei da Anistia, que determinou que todos os envolvidos em crimes políticos -incluindo os torturadores- fossem perdoados pela justiça.

O "Mundo Estranho" divulgou como funcionavam algumas dessas agressões. Confira:

Arquitetura da dor
Torturadores abusavam de choques, porradas e drogas para conseguir informações

Cadeira do dragão
Nessa espécie de cadeira elétrica, os presos sentavam pelados numa cadeira revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques
Pau-de-arara
É uma das mais antigas formas de tortura usadas no Brasil - já existia nos tempos da escravidão. Com uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o preso ficava pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão. Nessa posição que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques, pancadas e queimaduras com cigarros
Choques elétricos
As máquinas usadas nessa tortura eram chamadas de "pimentinha" ou "maricota". Elas geravam choques que aumentavam quando a manivela era girada rapidamente pelo torturador. A descarga elétrica causava queimaduras e convulsões - muitas vezes, seu efeito fazia o preso morder violentamente a própria língua
Espancamentos
Vários tipos de agressões físicas eram combinados às outras formas de tortura. Um dos mais cruéis era o popular "telefone". Com as duas mãos em forma de concha, o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar surdez permanente
Soro da verdade
O tal soro é o pentotal sódico, uma droga injetável que provoca na vítima um estado de sonolência e reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa poderia falar coisas que normalmente não contaria - daí o nome "soro da verdade" e seu uso na busca de informações dos presos. Mas seu efeito é pouco confiável e a droga pode até matar
Afogamentos
Os torturadores fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira ou um tubo de borracha dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água, forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento
Geladeira
Os presos ficavam pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. Os presos ficavam na "geladeira" por vários dias, sem água ou comida.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Batismo de Sangue



Este trabalho tem como enfoque apresentar aos alunos do Ensino Médio uma proposta de análise do filme ‘Batismo de Sangue’, do diretor Helvécio Ratton. O filme aborda elementos significativos como: a repressão e tortura na ditadura militar, a resistência através de uma organização clandestina e o apoio, a esta, de membros da Igreja Católica. Elementos estes, essenciais, para uma análise daquele período conturbado. Propomos uma discussão à respeito deste período da História do Brasil, onde alguns membros de uma ala da igreja – os frades dominicanos, deram apoio à ALN (Ação Libertadora Nacional), uma organização clandestina que se rebelava contra os militares através da guerrilha urbana, que tinha como líder Carlos Marighella. De maneira geral, as igrejas cristãs propõem aos fiéis um respeito às autoridades, às hierarquias político-sociais, mas o filme vem nos mostrar que houve certa desobediência, por parte de um grupo de frades dominicanos. Com o golpe militar, em 1964, a instauração de um regime autoritário trouxe consigo as marcas do desrespeito aos direitos civis, políticos e sociais. Somente a partir da década de 1970 é que a igreja passa a denunciar o autoritarismo.
“Durante a XI Assembléia Geral da CNBB, em maio de 1970, foi produzido um documento que denunciava os abusos do regime militar contra os direitos humanos e sociais: Não podemos admitir as lamentáveis manifestações de violência, traduzidas na forma de assaltos, seqüestros, mortes ou quaisquer outras modalidades de terror. Pensamos no exercício da justiça, que, sinceramente, cremos estar sendo violentado, com freqüência, por processos levados morosa e precariamente, por detenções efetuadas em base a suspeitas ou acusações precipitadas, por inquéritos instaurados e levados adiante por vários meses, em regime de incomunicabilidade das pessoas e em carência, não raro, do fundamental direito de defesa”.
O documento é uma forte denúncia sobre o autoritarismo absoluto. Os episódios que se seguiram ao AI-5 foram decisivos para uma atuação mais crítica da Igreja. Durante a apresentação do filme serão levantadas questões e problematizações que terão como intuito abranger o conhecimento histórico social de um fato marcante e polêmico na História do Brasil. Mas que também abrangerá discussões a respeito de análises técnicas do elemento audiovisual como fonte histórica e não simplesmente um entretenimento.

Bibliografia: http://estantedehistoria.wordpress.com/2011/08/13/batismo-de-sangue-um-olhar-historico-atraves-da-perspectiva-cinematografica/

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Governo diminui impostos para gerar emprego em 25 setores


O ministro Guido Mantega anunciou na tarde desta quinta-feira (13) que o governo vai ampliar a desoneração da folha de pagamento para outros 25 setores. A medida, segundo ele, vai evitar o aumento da inflação, demissões, estimular o consumo e o emprego, reduzir custos das empresas e torná-las mais competitivas.

 A medida faz parte do programa Brasil Maior, lançado em agosto do ano passado. A ideia é aliviar a contribuição patronal ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na folha de pagamento dos empregados pela recolha de impostos sobre o faturamento das indústrias, que fará com que a economia "gire" e aumente o PIB (Produto Interno Bruto).



 Em abril, o governo anunciou desoneração para 15 setores que já estão aproveitando o benefício desde agosto. Para os novos setores, a medida valerá a partir de janeiro de 2013.
 Os empresários desses outros 25 setores vão deixar de pagar os 20% do total da folha de pagamento correspondentes à contribuição que vai para o INSS. Para compensar, eles pagarão uma alíquota que varia entre 1% e 2% sobre o faturamento. Essa nova aliquota não incide sobre as exportações.

É uma boa desoneração para empresas que têm um custo alto com a mão de obra. Isso reduz o custo da mão de obra, torna mais competitivas as empresas num momento em que o mundo vive crise que empresas lá fora estão reduzindo o custo da mão de obra. Lá fora estão diminuindo salários e benefícios. Aqui, pelo contrário, estamos tirando tributação patronal de modo a preservar os salários.



O impacto para o ano de 2013 será de quase R$ 13 bilhões, segundo o ministro. A medida é definitiva e deve significar cerca de R$ 60 bilhões a menos para as empresas em quatro anos. Sem o benefício, as empresas pagariam cerca de R$ 21,5 bilhões de INSS no ano que vem. Com a medida, pagarão imposto sobre o faturamento de cerca de R$ 8 bilhões.

As empresas são de diferentes setores entre indústria, serviços, transporte e alimentação. De acordo com Mantega, o controle da inflação se dá porque os empresários se comprometeram a passar para os preços o impacto dessa desoneração. Ele acredita que isso deva ser observado, por exemplo, em passagens de transporte coletivo. A medida de modo geral contribui para uma inflação menor. No transporte rodoviário coletivo barateia o custo do transporte, ou pelo menos deixa de aumentar.

Fonte: R7 Notícias

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Amazônia

Do alto, do solo ou da água, a Amazônia brasileira é um impacto para os olhos. Por seus 6,9 milhões de quilômetros quadrados em nove países sul-americanos (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa) espalha-se uma biodiversidade sem paralelos. É ali que mora metade das espécies terrestres do planeta. Só de árvores, são pelo menos 5 mil espécies. De mamíferos, passa das 300. Os pássaros somam mais de 1.300, e os insetos chegam a milhões.


No Brasil, o bioma Amazônia cobre 4,2 milhões de quilômetros quadrados (49% do território nacional), e se distribui por nove estados (Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Maranhão). O bioma é muitas vezes confundido com a chamada Amazônia Legal - uma região administrativa de 5,2 milhões de quilômetros quadrados definida em leis de 1953 e 1966 e que, além do bioma amazônico, inclui cerrados e o Pantanal.

Sob as superfícies negras ou barrentas dos rios amazônicos, 3 mil espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis: é a maior bacia hidrográfica do mundo. Às suas margens, vivem em território brasileiro mais de 20 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180 etnias distintas, além de ribeirinhos, extrativistas e quilombolas. Levando-se em conta toda a bacia amazônica, os números crescem: são 33 milhões de pessoas, inclusive 1,6 milhão de povos indígenas de 370 etnias.


Além de garantir a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia e medicamentos, a Amazônia tem uma relevância que vai além de suas fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa cobertura vegetal estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono. A cada árvore que cai, uma parcela dessa conta vai para os céus.

O Rio Amazonas, localizado na América do Sul, é o segundo rio mais extenso do mundo e de longe o com maior fluxo de água por vazão, com uma média superior que a dos próximos sete maiores rios combinados (não incluindo Madeira e Rio Negro, que são afluentes do Amazonas). A Amazônia, que tem a maior bacia de drenagem do mundo, com cerca de 7 050 000 quilômetros quadrados, responsável por cerca de um quinto do fluxo pluvial total do mundo.


Uma das últimas grandes reservas de madeira tropical do planeta, a Amazônia enfrenta um acelerado processo de degradação para a extração do produto. A agropecuária vem a reboque, ocupando enormes extensões de terra sob o pretexto de que o celeiro do mundo é ali. Mas o modelo de produção, em geral, é antigo e se esparrama para os lados, avançando sobre as matas e deixando enormes áreas abandonadas. 

Ainda assim, o setor do agronegócio quer mais. No Congresso, o lobby por mudanças na legislação ambiental é forte. O objetivo é que mais áreas de floresta deem lugar à produção, principalmente, de gado e soja. A fome por desenvolvimento deu ao país a terceira posição dentre os maiores exportadores de produtos agrícolas. Mas os louros desses números passaram longe da população local.

As promessas de desenvolvimento para a Amazônia também se espalham pelos rios, em forma de grandes hidrelétricas, e pelas províncias minerais, em forma de garimpo. Mas o modelo econômico escolhido para a região deixa de fora os dois elementos essenciais na grandeza da Amazônia: meio ambiente e pessoas.

As ameaças à Amazônia

Maravilhas à parte, o ritmo de destruição segue par a par com a grandiosidade da Amazônia. Desde que os portugueses pisaram aqui, em 1550, até 1970, o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá, em apenas 40 anos, o número saltou para 17% – uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.



Foi pela década de 1970 que a porteira se abriu. Numa campanha para integrar a região à economia nacional, o governo militar distribuiu incentivos para que milhões de brasileiros ocupassem aquela fronteira “vazia”. Na corrida por terras, a grilagem falou mais alto, e o caos fundiário virou regra difícil de ser quebrada até hoje. 

A governança e a fiscalização deram alguns passos. Mas em boa parte da Amazônia, os limites das propriedades e seus respectivos donos ainda são uma incógnita. Os órgãos ambientais correm atrás de mapas adequados e de recursos para enquadrar os que ignoram a lei. Mas o orçamento para a pasta não costuma ser generoso. O resultado, visto do alto, do solo ou das águas, também é impactante.

Soluções


- Desmatamento zero: Ao zerar o desmatamento na Amazônia até 2015, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar a população local. Ações contra o desmatamento e alternativas econômicas que estimulem os habitantes da floresta a mantê-la de pé devem caminhar juntas. A criação de um fundo de investimentos nacionais e internacionais tornaria a proposta viável.

- Áreas protegidas: Uma parte do bioma é protegida legalmente por unidades de conservação, terras indígenas ou áreas militares. Mas a falta de implementação das leis faz com que mesmo essas áreas continuem à mercê dos criminosos.

- Regularização fundiária: É a definição, pelo Estado, de quem tem direito à posse de terra. O primeiro passo é o mapeamento das propriedades privadas para possibilitar o monitoramento de novos desmatamentos e a responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais ocorridos.

- Governança: Para todas essas medidas se tornarem efetivas, o governo precisa estar na Amazônia, com recursos e infraestrutura para fazer valer as leis de preservação.



sábado, 1 de setembro de 2012

Sistema de cotas vira lei!






O sistema de cotas para ingressar no ensino superior tem sido um dos assuntos mais polêmicos nos dias de hoje. São separadas até 70% das vagas das universidades federais para afrodescendentes, índios, deficientes, membros de comunidades quilombos, alunos de escolas públicas e de baixa renda. Muitos dos estudantes não acham tal ato justo.

Nesta quarta-feira (29 de agosto de 2012) a presidente da república, Dilma Russeff, sancionou a lei de cotas que reserva metade das vagas nas universidades e escolas técnicas federais para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.

As cotas serão preenchidas por alunos negros e indígenas. Além disso, das vagas reservadas, 50% serão destinadas a alunos de escolas públicas que tenham renda familiar de até R$933,00. Essa lei já valerá para os próximos vestibulares e também na próxima edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A implantação das cotas ocorrerá de forma progressiva até 2016.

O nível das universidades cairá ou os alunos de escolas públicas tem o mesmo nível de ensino que os de escolas particulares?

"Quando selecionamos dentro da rede pública os 150 mil melhores alunos, que correspondem ao total das cotas que teremos que implantar nos próximos quatro anos, a média é superior à do setor privado e a nota máxima é parecida," disse Mercadante.
Ministro da edução promete melhorar o ensino médio:
 "Queremos manter a excelência da universidade. Tomarmos providência tanto em relação ao ensino médio e de outro lado olhar como vai ser feita (a implantação da lei) no âmbito das universidades," afirmou o ministro. "Essa política de cotas pro ensino público vai representar uma grande motivação dos estudantes da rede pública," ele acrescenta.
E você é a favor ou contra as cotas?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Brasil está entre os 15 países mais desiguais do mundo

Não é nenhuma novidade dizer que o Brasil é um país extremamente desigual. Basta verificar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, um índice que leva em conta fatores como a expectativa de vida, a educação e o padrão de vida, que é medido através do PIB per capita) da cidade de São Caetano do Sul, que é de 0,919 (o que aproximadamente equivale ao de países como Espanha e Itália) e compará-lo com o IDH da cidade de Manari, interior de Pernambuco, que é de 0,467 (equivalente ao de países como Guiné, Gâmbia e Quênia).

Tal contraste, no entanto, não define-se apenas pela comparação entre os IDHs de municípios brasileiros; existe um índice criado para indicar a desigualdade da distribuição de renda familiar: O Coeficiente de Gini. Sendo 1 a desigualdade máxima e 0 a completa igualdade, o Brasil possui uma pontuação de aproximadamente 0,543, colocando-o como o 13º colocado no ranking. O 1º colocado no ranking, com 0,707 de pontuação, é a Namíbia. Já o último, sendo ele o "menos desigual", é a Suécia, com apenas 0,23 pontos.

Segue abaixo uma tabela com os estados brasileiros por índice de Gini


Tal desigualdade, porém, não é exclusiva apenas de uma má distribuição de renda, pois tem como causa a má formação social e o ineficiente investimento em áreas sociais, uma vez que até 1930, a economia de Brasil era voltada para a produção agrária, que coexistia com o esquema agro-exportado, sendo o Brasil um exportador de matéria-prima. Na década de 30, vieram as indústrias. As indústrias criaram condições para a acumulação capitalista, que era evidenciado pelo papel estatal quanto a interferência da economia (onde o governo passou a criar condições para a industrialização) e também pela implantação de indústrias, voltadas a produção de máquinas, equipamentos, etc...
A política econômica não se voltava para a criação, mas pelo desenvolvimento de setores de produção, que economizaram mão-de-obra. 

Mapa esquemático dos países de acordo com o Coeficiente de Gini
     < 0,25     0,25 ↔ 0,29     0,30 ↔ 0,34     0,35 ↔ 0,39     0,40 ↔ 0,44     0,45 ↔ 0,49     0,50 ↔ 0,54     0,55 ↔ 0,59     ≥ 0,60

Para verificar a lista completa de países por índice de Gini, visite: http://www.photius.com/rankings/economy/distribution_of_family_income_gini_index_2012_0.html

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A legalização do aborto no Brasil e no mundo



A legalização do aborto é, de fato, um assunto extremamente polêmico. Isso se deve ao fato de que tal ato envolve não apenas conceitos de ética e moral, como também valores religiosos.

No Brasil, o aborto é tipificado como crime contra a vida humana pelo Código Penal Brasileiro, em vigor desde 1984, prevendo detenção de um a quatro anos, em caso de aborto com o consentimento da mulher,e de três a dez anos para quem o fizer sem consentimento. Porém, não é qualificado como crime quando praticado por médico capacitado em três situações: quando há risco de vida para a mulher causado pela gravidez, quando a gravidez é resultante de um estupro ou se o feto for anencefálico (desde decisão do STF pela ADPF 54, votada em 2012, que descreve a prática como "parto antecipado" para fim terapêutico). Nesses casos, o governo Brasileiro fornece gratuitamente o aborto legal pelo Sistema Único de Saúde. 

Essa permissão para abortar não significa uma exceção ao ato criminoso, mas sim uma escusa absolutória. Também não é considerado crime o aborto realizado fora do território nacional do Brasil, sendo possível realizá-lo em países que permitem a prática. No entanto, a não legalização do aborto acaba fazendo com que muitas mulheres optem pelo aborto clandestino. Este, além de ameaçar seriamente a saúde da mulher, é a segunda maior causa de morte materna no Brasil. 

O poder de alterar nossa legislação, entretanto, está muito além do alcance da própria presidente Dilma Rousseff, já que tal questão, como citado anteriormente, envolve questões extremamente delicadas, tais como a bancada evangélica e os católicos fervorosos , que se posicionam terminantemente contra o aborto - mesmo em caso de anencefalia, estupro e risco de morte da mãe.

O primeiro país do mundo a legalizar o aborto foi a União Soviética, em 8 de novembro de 1920. Pela lei soviética, os abortos seriam gratuitos e sem restrições para qualquer mulher que estivesse em seu primeiro trimestre de gravidez, o que vinha sendo defendido desde 1913 por Lenin. A política de despenalização foi interrompida em 1936 por Josef Stalin, objetivando aumento populacional, e foi retomada em 1955.


Mapa-múndi com a situação jurídica do aborto em cada país.

  Legal
  Legal em caso de violação, risco de morte da mãe, problemas de saúde física ou mental, fatores socioeconômicos, e/ou defeitos do feto
  Ilegal exceto em casos de violação, risco de morte da mãe, problemas de saúde física ou mental e/ou defeitos do feto
  Ilegal exceto em caso de violação, risco de morte da mãe, e/ou problemas de saúde física ou mental
  Ilegal exceto em casos de risco de morte da mãe, ou problemas de saúde física e/ou mental
  Ilegal sem exceções
  Varia por região
  Não há informação